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Aposento Principal

O Aposento Principal ocupa o primeiro nível da Torre do Papa Luna. Tem forma trapezoidal e magníficas vistas para o mar, a luz ilumina a dependência penetrando pelos três buracos virados a norte, sul e nascente respetivamente. Foi usada por Bento XIII, e posteriormente pelos sucessivos senhores do castelo.

Durante a campanha de restauro de 2015, o chão pedregoso templário foi trazido à luz, possivelmente teria coberto todas as salas do castelo. Na época do papa, acredita-se que tenha sido revestido a madeira.  Fora ainda feitas outras descobertas importantes como: uma grande parte da escada com degraus curvos e uma canalização que serviria de lavatório, e ainda um espaço de comunicação com o cómodo inferior.

 

Seria certamente no aconchego dos seus aposentos, com o som da a suave ondulação do Mediterrâneo como um sussurro de fundo, que Bento XIII – Papa Luna – se dedicaria à leitura e à escrita, revendo as cartas que tinha recebido, tomando notas para a sua próximo batalha, o seu próximo sermão, onde prepararia cada um dos seus dias...

Deve ter igualmente sido aqui que recordaria todos os bons e maus momentos da sua vida – juventude (quando vivia com a sua família no Illueca, a menos de 100 quilómetros de Saragoça), o tempo de estudante em Montpelier, quando foi nomeado cardeal, e certamente a forma como tinha fugido de Avinhão (Avignon), vestido com o hábito dos Monges Cartuxos e que lhe fora emprestado por Boniface Ferrer, o amado irmão de Vincent Ferrer. Terá sido neste mesmo espaço que recordaria a notícia de que o seu sobrinho Rodrigo de Luna, perdera de Avinhão (1411, para o rei Francês, após um ano e meio de cerco) sem que ele pudesse ter ajudado, apesar das várias tentativas.

O Aposento Principal é por tudo isto um local com uma mística muito própria, como alías todo o castelo, dada a sua longa história.