CONVENTO DO CARMO

Localização: Largo do Carmo | Lisboa

Telefone: (+ 351) 213 460 473 / 478 629
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O Convento do Carmo foi fundado por D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável de Portugal, em 1389, tendo ingressado no Convento como religioso em 1423. O Condestável de Portugal escolheu ainda a Igreja do Convento como sua sepultura, embora, em 1953, tenha sido transladado para a Igreja do Santo Condestável, em Campo de Ourique, a si dedicada. D. Nuno Álvares Pereira foi canonizado como São Nuno de Santa Maria.

Foi construído em estilo Gótico Mendicante (visivelmente influenciado pelo Mosteiro da Santa Maria da Vitória da Batalha), com planta em cruz latina. Chegou a ser a principal igreja gótica da capital, e que pela sua grandeza e monumentalidade concorria com a própria Sé de Lisboa. Ao longo dos séculos foi sendo alvo e acrescentos e alterações que refletem os gostos e estilos arquitetónicos desses tempos. Está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

O grande terramoto de 1 de Novembro de 1755,e o destruidor incêndio que se seguiu, destruíram boa parte da igreja e do convento, consumindo-lhe o recheio

No reinado de D. Maria I de Portugal iniciou-se a reconstrução de uma ala do convento, já em estilo neogótico, mas os trabalhos foram interrompidos em 1834 aquando da extinção das ordens religiosas.

 

Em meados do século XIX, dominando o gosto romântico pelas ruínas e pelos antigos monumentos medievais, optou-se por não continuar a reconstrução do conjunto, deixando o corpo das naves da igreja a céu aberto e criando, assim, um idílico cenário de ruína, que tanto agradava aos estetas oitocentistas e que ainda hoje encanta os visitantes, e que também faz perdurar na memória coletiva o terrível dia 1 de Novembro de 1755.

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A parte habitável do convento foi convertida em instalações militares em 1836. Foi no Quartel do Carmo, sede do Comando-Geral da GNR, que o Presidente do Conselho do Estado Novo, Marcelo Caetano, se refugiou dos militares revoltosos, durante a Revolução dos Cravos, 25 de Abril de 1974. O cerco deste aquartelamento foi dirigido pelo capitão Salgueiro Maia.

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O corpo principal da igreja e o coro, cujo telhado resistiu ao terramoto, foram requalificados e abrigam hoje um Museu Arqueológico com uma pequena, mas muito interessante coleção. Do paleolítico e neolítico português destacam-se as peças provenientes de escavações de uma fortificação pré-histórica perto de Azambuja (3500 a.C. - 1500 a.C.).

O núcleo de túmulos góticos inclui o de D. Fernando Sanches (início do século XIV), decorado com cenas de caça ao javali, e o magnífico túmulo do rei D. Fernando I (1367-1383), transferido de um convento em Santarém para o museu. Destaca-se também uma estátua de um rei do século XIII (talvez D. Afonso Henriques), além de peças romanas, visigóticas e até duas múmias peruanas.

Um monumento que todos têm que visitar!

Coordenadas GPS: 38º 42’ 44’’ N  9º 8’ 24’’ W