Igreja de Santo Antão

Ao cimo da Praça do Giraldo ou Praça Maior situa-se a imponente Igreja de Santo Antão, uma das raras igrejas-salão portuguesas, e que reflete o gosto renascentista.

Este edifício do período final do renascimento foi construída entre 1557 e 1563 sob a égide do Cardeal D. Henrique, Arcebispo de Évora, no lugar onde antes se erguia a Ermida de Santa Antoninho. A sua construção obrigou à demolição do Arco do Triunfo romano. A direção arquitetónica esteve a cargo de Manuel Pires e Miguel Arruda.

Pouco depois da sua construção, em 1568, a Igreja foi abalada por um forte tremor de terra, tendo obrigado a obras de consolidação das colunas e das abóbadas.

A Igreja de Santo Antão apresenta um considerável conjunto de altares de talha dourada, destacando-se ainda o raro e invulgar frontal de mármore do altar-mor representando o Apostolado, obra do século XIV, proveniente da velha ermida de Santo Antoninho.

Na capela mor encontra-se um belíssimo retábulo de talha dourada em Estilo Nacional (primeira fase do estilo Barroco em Portugal), do século XVII. Este retábulo ostenta um frontal gético original, único vestígio da antiga capelinha templária, e ainda duas teles tenebristas, do pintor régio Bento Coelho da Silveira: A Última Ceia e A Matança dos Inocentos.

Destaque ainda para as capelas laterais estão decoradas com pinturas e retábulos de talha, dos quais se destacam um São Miguel e as Almas, do pintor-poeta Jerónimo Corte Real, e um Santo Agostinho, do pintor Francisco Vieira Lusitano.

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