Igreja de São Francisco 

A Ordem Franciscana de Guimarães remonta a 1217, quando em Portugal reinava de D. Afonso II. Nesta altura os frades estavam sempre em conflito com a Colegiada de Guimarães, tendo esta tentado impedir a instalação da Ordem Franciscana na cidade. O convento não teve muita duração, já que estava perto das muralhas e teve que ser demolido (1325), já que comprometia a segurança do burgo. Foi então que D. João I, em 1400, mandou a reedificar o convento, no local onde se encontra atualmente. 

Salientamos o portal principal de reminiscências ainda românicas; a cabeceira da igreja, que ainda é a original, em estilo gótico, terminada por volta de 1461 (esse ano D. Constança de Noronha (1395-1480), 1ª duquesa de Bragança, entrou na Ordem Terceira de São Francisco e, ao morrer, foi sepultada na igreja. O túmulo com seu perfil jacente ainda pode ser visto no interior). 

A igreja sofreu várias alterações entre os séc. XV e XVIII.  

No século XVI foram construídos os Claustros de dois andares em perfil clássico (estilo maneirista). A mais importante transformação ocorre no interior, indo do gótico ao barroco, quando na década de 1740 a nave da igreja foi totalmente alterada - os arcos e colunas da nave foram suprimidos, criando um espaço unificado do tipo igreja-salão.   

São introduzidos painéis de azulejos de carácter hagiográfico relatando a vida de Santo António; é elaborada uma nova sacristia de figurino Joanino, com teto de caixotões pintados e arcazes em pau-preto; e, finalmente, é construído o retábulo-mor, desenhado por Miguel Francisco da Silva, em 1743 e executado por Manuel da Costa Andrade.  

No século XX foram realizadas obras de restauro sem modificações significativas ao aspeto geral do edifício. 

Está classificado como Imóvel de Interesse Público. 

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