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Igreja do Carmo

No Porto, a igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo foi construída entre 1756 e 1768, mesmo ao lado da igreja da Ordem Primeira dos Carmelitas Descalços (mais antiga, iniciada em 1383). A construção do hospital foi mais tardia, tendo ficado concluído em 1801. A Ordem Terceira do Carmo nasceu pelas mãos de Leigos com o intuito de se dedicar à assistência social – tratando os doentes e apoiando os mais carenciados.

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A Igreja segue a traça de Figueiredo Seixas, nome basilar da arquitetura nortenha entre o barroco e o neoclássico, com algumas alterações com o cunho do arquiteto toscano Nicolau Nasoni.

A fachada é um belo exemplar do barroco pleno, na linha estética da contrarreforma então em vigor. Nela ocupa lugar de destaque a imagem de Santa Ana (patrona da Igreja), e dois nichos que ladeiam a porta de entrada albergam as imagens dos profetas Elias e Eliseu.

A fachada lateral da Igreja do Carmo está revestida por um grandioso e magnífico painel de azulejos, representando cenas alusivas à fundação da Ordem Carmelita e ao Monte Carmelo. A composição foi desenhada por Silvestre Silvestri, pintada por Carlos Branco e executada nas fábricas do Senhor do Além e da Torrinha, em Vila Nova de Gaia, datados de 1912.  

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No interior da Igreja do Carmo encontra-se um valioso património retabular barroco e rococó, em notável estado de conservação e integridade. O “património retabular, (...) excecional, foi desenhado por um dos maiores mestres entalhadores portugueses, Francisco Pereira Campanhã, correspondendo a uma obra de referência da estética rococó” – destaca-se a excelente talha dourada nas capelas laterais e no altar-mor a estatuária e diversas pinturas a óleo. Todo o programa iconográfico se encontra relacionado com a Paixão, um dos temas característicos dos Carmelitas. 

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As imagens estão dispostas segundo um percurso descendente, isto é, a partir do lado da Epístola (lado direito do altar): Agonia no Horto, Prisão do Senhor, Flagelação, Senhor da Cana Verde, Ecce Homo, Senhor a Caminho do Calvário. Conclui na Crucificação: cruz do altar-mor e com a pintura da Ressurreição de Cristo, no tecto. 

O espetacular impacto cenográfico de todo o conjunto – complementado pelo enorme painel de azulejos – não passa despercebido aos milhares de turistas que, incessantemente, registam fotograficamente esta raridade de grande impacto visual na cidade do Porto. 

A Igreja do Carmo conjuntamente com a Igreja dos Carmelitas foram classificadas a 3 de maio de 2013 como Monumento Nacional (MN). 

Dados de contato

Localização: R. do Carmo, 4050-164 Porto

Telefone22 207 8400

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