MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS

Localização: Praça do Império 

Telefone: (+351) 213 620 034

E-mail: geral@mjeronimos.dgpc.pt

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O Mosteiro dos Jerónimos, ou Mosteiro de Santa Maria de Belém, é um dos mais belos e imponentes exemplares do estilo manuelino,  situa-se na freguesia de Belém (Lisboa), mesmo em frente ao rio Tejo.

A construção iniciou-se a 6 de Janeiro (dia de Reis) de 1501 ou 1502  e prolongou-se por um século, dada a grandiosidade do empreendimento e a riqueza da execução. O edifício foi construído em calcário (lioz) extraído de pedreiras não muito distantes do local de implantação. 

Em 1518 D. Manuel decidiu, em testamento, transformá-lo no seu próprio panteão, amplificando "o caráter excecional da monarquia e da linhagem que com ele nascera, como ramo da dinastia de Avis. Mas quis distingui-la através de uma obra sumptuosa, que estivesse de acordo com os princípios da propaganda régia e da glorificação de um reino, que se confundia com a sua pessoa“.

D. Manuel I pretendeu fazer dos Jerónimos uma obra gloriosa nunca antes vista! 

O estilo arquitetónico dominante é o gótico tardio e do renascimento, que na sua forma Manuelina é um estilo com características únicas e bem portuguesas do início do século XVI, correspondente ao reinado de D. Manuel I (1495 - 1521).  A construção iniciou-se a 6 de Janeiro (dia de Reis) de 1501 ou 1502  e prolongou-se por um século, dada a grandiosidade do empreendimento e a riqueza da execução. 

O estilo manuelino caracteriza-se pela profusão de decorações evocando os Descobrimentos, o mar e os símbolos de Portugal. As viagens inspiram muitos dos elementos naturalistas e “vegetalistas” da complexa ornamentação. Se bem que, a Esfera Armilar, símbolo do poder régio, e a Cruz da Ordem de Cristo, símbolo do poder divino, são os motivos mais importantes da arte manuelina, e encontram-se com particular destaque neste monumento

No exterior o destaque vai para a Porta Sul e para a Porta Axial.

Porta Sul

A Porta Sul foi construída entre 1516 e 1518 por João de Castilho e seus oficiais (seguindo o projeto de Boitaca), a Porta sul é uma das peças mais ricas da arquitetura portuguesa do gótico tardio, sendo do ponto de vista iconográfico um portal bastante complexo. Ainda que seja apenas a entrada lateral, que se desenvolve paralelamente ao Tejo.

Porta Axial ou Porta Poente

Porta Axial ou Porta Poente, é a porta principal do Mosteiro dos Jerónimos, está orientada para poente, localiza-se no eixo de simetria do edifício, frente ao altar-mor. 

Terá sido projetada por Diogo de Boitaca e, depois, por João de Castilho, como pode perceber-se do cariz gótico de configuração hispano-flamenga dos elementos arquiteturais. Foi executado, em 1517, por Nicolau por Chanterene o que ditou uma importante inflexão estilística, com a introdução de motivos renascentistas.

No interior destacamos a Igreja de Santa Maria de Belém; a Capela-Mor; o Refeitório, a Sacristia, o Coro Alto, a Sala do Capítulo, os Confessionários, a Livraria, os Claustros e os Túmulos.

 

A arquitetura desta imponente Igreja, com planta em cruz latina, é original e única. É composta por três naves à mesma altura e largura – Igreja Salão (comum na Alemanha, mas raro na Península Ibérica). Coberta por uma única e extensa abóbada polinervada e assente em seis pilares de base circular.

Capela Mor

A Capela-Mor em estilo maneirista, criando um forte contraste com o corpo manuelino da Igreja. 

Coro Alto

No Coro Alto encontra-se um o rico cadeiral e um maravilhoso Cristo Crucificado.

Livraria

A Livraria, ou Biblioteca que à data da extinção da Comunidade – 1834 – contaria com um acervo de cerca de 8 000 volumes, lamentavelmente a maioria perdeu-se. Atualmente aloja uma exposição documental de caráter permanente cujo objetivo é construir uma memória dos 500 anos do Mosteiro dos Jerónimos.

Refeitório

O Refeitório tem uma magnífica abóbada polinervada e as paredes revestidas por um silhar de azulejos finais séc. XVIII com cenas do antigo e novo testamento.

Sala do Capítulo

No centro da esplêndida Sala do Capítulo pode ver-se o túmulo de Alexandre Herculano (escritor, historiador e jornalista português do século XIX, aí sepultado desde 1888). 

Claustros

Os Claustros dos Jerónimos são os primeiros no seu género em Portugal, tendo duplo piso abobadado e uma planta quadrangular, de cantos cortados, formando um octógono virtual. São considerados uma obra-prima da arquitetura mundial e constituem uma declaração estética de excecional beleza, cuja harmonia resultou da habilidade e delicadeza dos mestres que nele trabalharam.

Sacristia

La impresionante Sacristía tiene un techo abovedado que irradia desde una columna central profusamente decorada y magníficas pinturas expuestas.

Confessionários

Os Confessionários são compostos por doze, as portas profusamente decoradas, sendo que se duas encontram encobertas pela Capela do Senhor dos Passos.

Túmulos

São vários os Túmulos que se encontram nos Jerónimos (outros foram trasladados para o Panteão Nacional): D. Manuel I e D. Maria de Aragão e Castela; de D. João III e D. Catarina da Áustria; D. Sebastião e o Cardeal-Rei D. Henrique I; Vasco da Gama e Luís de Camões; Alexandre Herculano e Fernando Pessoa.

O que atualmente encontramos em Belém preserva os aspetos essenciais da traça inicial (séc. XVI), mas o monumento é também o repositório das inúmeras alterações e acrescentos efetuados nos séculos seguintes, refletindo os estilos arquitetónicos de cada época. 

O Mosteiro dos Jerónimos é desde 1907 Monumento Nacional, desde 1983 que se encontram classificados como Património da Humanidade pela UNESCO, desde 2007 foi eleito uma das 7 Maravilhas de Portugal e desde 2016 que tem o Estatuto de Panteão Nacional.

Foi neste grandioso monumento que em 1985 foi assinado o Tratado de Adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia (atual União Europeia).

Visitar o Mosteiro dos Jerónimos é absolutamente obrigatório.

Coordenadas GPS: 38º 41’ 52” N, 9º 12’ 23” W