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Vinho do Porto

O Vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas com origem na Região Demarcada do Douro – a Mais Antiga Região Demarcada do Mundo (data de 1756), no Norte de Portugal a cerca de 100 km a leste da cidade do Porto. Originalmente estabelecida para regular a produção do vinho fortificado a que chamamos de ‘vinho do Porto’, hoje a RDD circunscreve a Denominação de Origem Controlada dos vinhos do Porto e Douro.

São João da Pesqueira, Régua e Pinhão são os principais centros de produção, porém algumas das melhores vinhas ficam na zona mais a leste. 

A paisagem do Douro vinhateiro é das mais admiráveis obras humanas que se podem ver em Portugal – as vinhas foram plantadas nos grandes declives que caracterizam a paisagem do rio Douro, dando forma a um imenso escadatório de socalcos e patamares. A monumentalidade da paisagem do Alto Douro Vinhateiro (ADV), com cerca de 24.600 hectares, foi reconhecida em 2001 como Património Mundial da Humanidade da UNESCO. 

Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny.

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Há ainda que destacar os vinhos de categorias especiais (uvas de excelente qualidade, por terem sido produzidos em anos excecionalmente bosn em termos atmosféricos, e com envelhecimento em pipas de madeira superior a 3 anos) é comum encontrar os Reserva, os Late Botted Vintage (LBV), os Tawnies envelhecidos e os Vintage, e, menos regularmente, os Colheita. Há que ainda fazer referência aos Crusted.

A “descoberta” do Vinho do Porto não é consensual, aponta-se para os ingleses que juntaram brandy ao vinho para que não azedasse, todavia já na época dos Descobrimentos o vinho era armazenado assim para se conservar mais tempo durante as viagens. O que é certo é que foram os ingleses os primeiros a exportar este vinho, tendo sido a empresa Croft a pioneira, o mercado inglês era então o maior consumidor do Vinho do Porto. 

Escoceses, holandeses e alemães entraram também no comércio deste vinho fortificado.

Para descobrir esta paisagem fabulosa e este delicioso néctar nada como uma viagem de alguns dias, visitando as caves e ficando alojado nas muitas quintas que “oferecem” alojamento, visitas aos vinhedos e degustações e participação nas atividades ligadas à vinha, nomeadamente da altura das vindimas.

Sem esquecer que pode ver a paisagem duriense a partir das águas do rio Douro num dos seus Cruzeiros ou nos tradicionais Barcos Rabelos.

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Os portugueses entraram no comércio do Vinho do Porto mais tarde, destacando-se então a Real Companhia Velha, já extinta, e que foi fundada pelo Marquês de Pombal (1756 – 1853), a Casa Ramos Pinto (ainda existe no presente) e a Casa Ferreira – detida por D. Antónia Ferreira (1811-1896) (conhecida por Ferreirinha, uma mulher empreendedora e determinada num mundo controlado por homens, destacando-se as notáveis inovações que introduziu na produção do vinho do Porto, sofisticando a sua produção, e também quando a filoxera atacou as vinhas tendo-se deslocado a Inglaterra para obter informação sobre os meios mais modernos e eficazes de combate a esta peste) os vinhos das vinhas de D. Antónia Ferreira ainda existem, estando integrados no Grupo Sogrape.

No presente muitas são as empresas exportadoras de Vinho do Porto – Casas Individuais, Grupos e Sociedades.

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